No dia 19 de novembro de 2025, o Comitê de Cultura do DF realizará a palestra “Território Corpo”, no contexto do Encontro Nacional de Comitês de Cultura, reunindo participantes para uma reflexão profunda sobre corpo, território, acesso e participação cultural.
A atividade será conduzida por Idiane Torres e Fillipe Costa, dois produtores culturais que atuam no Distrito Federal como consultores em acessibilidade para projetos culturais. Ambos são PCDs e irão trazer o debate não apenas conhecimento técnico, mas também a vivência cotidiana de quem enfrenta barreiras físicas, comunicacionais, atitudinais e institucionais no acesso à cidade, à cultura e às políticas públicas.
Acessibilidade como metodologia, não como “item”
Mais do que uma pauta complementar, a palestra pretende destacar que a acessibilidade deve ser entendida como metodologia de projeto: um modo de planejar e executar ações culturais desde o início, atravessando etapas como planejamento, orçamento, produção, comunicação, acolhimento e avaliação. Ao compartilhar experiências de campo, os palestrantes demonstraram como decisões aparentemente simples de produção podem ampliar — ou restringir — a participação de públicos diversos.
O corpo como território de direitos
“Território Corpo” pretende provocar o público a reconhecer o corpo como lugar de memória, identidade e direito, e a compreender que inclusão não se resolve com adaptações pontuais. Ela exige mudança de cultura organizacional, escuta ativa e compromisso permanente com práticas de acesso.
A presença de dois consultores PCDs à frente da atividade também é um marco simbólico e político, reafirmando o princípio do “nada sobre nós sem nós” e valorizando protagonismo, autoria e liderança de pessoas com deficiência na formulação de soluções para o setor cultural.
Serviço:
Data: 19/11/2025
Horário: 14h
Atividade: Palestra “Território Corpo” — Encontro Nacional de Comitês de Cultura
Local: Esplanada dos Ministérios — 1º Encontro Nacional de Comitês de Cultura
Entrada franca
Palestrantes: Idiane Torres e Fillipe Costa (produtores culturais e consultores em acessibilidade — PCDs)


